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Luz no fim do túnel

Depois de um período em que a crise impactou negativamente muito forte na economia, e por consequência no transporte rodoviário de cargas, os resultados positivos obtidos na Fenatran, realizada em outubro passado, trouxeram um alento que a fase difícil para o País e para o setor pode estar ficando para trás. O ano de 2017 não tem sido nada fácil, principalmente no primeiro semestre, um quadro com carreteiros em geral enfrentando dificuldades para pagar suas contas e autônomos em desespero diante de dias e dias parados à espera de carga. Menos caminhões nas estradas, frotas e motoristas parados, desempregados, por falta de carga. E muitos daqueles que não perderem o emprego viram suas comissões e outros ganhos serem reduzidos de modo significativo. Um cenário difícil e duro muito parecido com 2016, quando não se via a hora de acabar o ano e virar a página. Enfim, uma situação difícil e dura na qual as fabricantes de caminhões sentiram o impacto da queda das vendas de veículos novos; demitiram e reduziram a produção, movimento que atingiu em cheio toda a cadeia de fornecedores. Em janeiro deste ano, por exemplo, as vendas de modelos zero quilômetro caíram mais de 30% em relação ao mesmo mês de 2016, o qual já tinha sido um dos piores dos últimos anos. Porém, agora, ao final do maior Salão de Transporte da América Latina, os resultados positivos anunciados pelos fabricantes de caminhões e de implementos rodoviários sinalizam que a mudança pode estar começando. Havia tempo que um final de ano não despertava tal expectativa de melhoras, como acontece agora, mas sem esquecer de que ainda há um bom trecho a ser percorrido até poder se afirmar que a situação esteja novamente nos eixos. Há uma luz mais forte no fim do túnel, pode se dizer, e junto dela a esperança de que a economia prossiga, mesmo que lenta, a se recuperar e sem a ilusão de que 2018 já seja o grande ano. Ainda não, pois como imagina a grande maioria dos profissionais do segmento, a expectativa é para 2019. E não por acaso, crentes no mercado brasileiro, os principais fabricantes de caminhões já anunciaram investimentos em suas instalações. O objetivo é estar pronto e preparado para desenvolvimento de novos produtos. Acreditam no Brasil e estimam crescimento de 20% nas vendas de caminhões para 2018. É baixo se considerar que a alta será sobre uma base baixa estimada para este ano, mas é avanço. Afinal, os volumes de cargas transportados e de caminhões em movimento consistem num forte indicativo da economia. E mais: apesar da política brasileira e do nível da maioria daqueles que a fazem, o País segue.





Votuporanga, 09/01/2018

Revista: O Carreteiro - Ano 47 - nº 514 - Pág. 4 - Editor: João Geraldo
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