Noticias
O retorno
A idéia da Michelin é a de oferecer pneus radicais de uso comercial para pequenas e médias empresas do chamado mercado intermediário, mas garantindo a qualidade e confiança que a marca reserva aos seus usuários. Essa fatia de mercado inclui os 15% de transportadores que ainda utilizam pneus diagonais e empresas que não adotam pneus premmium para manter seus custos operacionais mais baixos.
 
Agora, com a chancela da Michelin, os transportadores poderão ter acesso a pneus de alta qualidade e confiabilidade BFGoogrich, apesar de 25% mais baratos que os premmium da empresa mãe.
 
Para Feliciano Almeida, diretor de Marketing e Vendas de Pneus de Caminhão e Ônibus da Michelin para a América do Sul, entre as empresas de transporte 55% adotam os pneus premmium porque já se acostumaram e formaram opinião de que esses pneus têm menor custo quilômetro em toda vida útil e têm capacidade para comprá-los.
 
O lançamento da segunda marca francesa no Brasil, portanto, tem como objetivo cativar os 45% de usuários mais interessados no preço do pneumático, seja por falta de capacidade de pagamento dos premmium ou simplesmente por não acompanhar rigorosamente a vida útil do produto.
 
Outra grande parte de empresários, especialmente aqueles que agregam caminhoneiros que são donos de cavalos-mecânicos, costumam calçar seus semirreboques atrelados com pneus não premmium como medida de economia.
Alessandra Rudloff, gerente de marketing Brasil de Pneus de Caminhão e Ônibus, acrescenta que os três pneus com a marca BFGoodrich que serão lançados no Brasil já rodam nos Estados Unidos e oferecem toda a confiabilidade necessária, apesar de terem um preço mais acessível.
 
“Mesmo em relação às vendas eles contarão com as 300 casas Michelin e outras 200 multimarcas no Brasil”, contabiliza ela. Os novos pneus foram adequados às condições brasileiras para agüentar asfaltos de má qualidade e grandes esforços, especialmente quanto a pancadas decorrentes de buracos.
 
O primeiro pneu BFG a ser lançado em novembro será o ST 250 295/80 R22,5 adequado a todas as posições, de sustentação, direção e tração, um quatro sulcos (para melhorar ao máximo a drenagem em chuva) e lamelas transversais para incrementar a dirigibilidade. O pneu é ressulcável e apto para serviço rodoviário e urbano. “Um dos grandes destaques de construção do ST 250 é apresentar elevada quilometragem de primeira vida”, assegura Marcelo Silva, gerente de Marketing Produto.
 
Os outros dois pneus chegarão às lojas no ano que vem e são o DR 550 295/80 R22,5, especialmente desenvolvido para eixos de tração e com escultura antiruido, além do ST 250 215/75 R17,5 para veículos leves e semileves.
 
A medida 275 já está sendo desenvolvida no Brasil, por não ser utilizada nos Estados Unidos. Antes fabricados no país esses pneus serão importados da fabrica polonesa do grupo – os diagonais são produzidos na Colômbia. 
 
Almeida acrescenta também que estarão disponíveis reformas com bandas Recamic com foco na durabilidade e, para garantir um bom índice de recapabilidade, os pneus contam com carcaça robusta e adequada para as condições brasileiras.
 
Ele destaca que a oferta dos BFGoodrich é uma oportunidade para atendimento total às empresas que utilizam radiais e diagonais e também à massa de pequenas e médias empresas do Brasil. “Isso pode valer pontos preciosos de participação, mas esperamos as respostas do próprio mercado”, prefere a cautela Almeida.
 
A marca
Os pneus BFGoodrich fazem parte da própria história dos pneumáticos, que remonta ao século 19. Benjamin Franklin Goodrich fundou a empresa em 1870 nos Estados Unidos, com uma oferta dos cidadãos de Akron, Ohio, para a reinstalação de sua fábrica de pneus na cidade. Um ano antes, sua planta de Nova Iorque havia falido. No Brasil a empresa já teve uma grande representação.
 
 
BFGoodrich
A importância de Goodrich para o desenvolvimento do pneu é bastante grande, pois foi ele quem introduziu o negro de fumo na composição da borracha, tornando os pneus mais resistente e durável. Por causa do negro de fumo que a cor dos pneus é preta, porque a “fuligem” ou negro de carbono não admite cor.




Votuporanga, 15/06/2015

Fonte: Revista NT - Negócios em Transportes Autor: Pedro Bartholomeu Ano 13 nº 123 Págs. 22 e 23
Voltar
Home    |    Empresa    |    Produtos    |    Novidades    |    Destaques    |    Distribuição    |    Contato
Copyright © 2017 - Facchini S.A. - Todos os Direitos Reservados.